O ex-secretário de Estado Colin Luther Powell, uma figura influente na política americana, anunciou no domingo (7) que votará no democrata Joseph Robinette Biden Jr. (Joe Biden) nas eleições presidenciais de novembro, o que provocou automaticamente críticas do atual presidente Donald John Trump.
Joe Biden (E) e Donald Trump
"Eu tenho um relacionamento próximo com Joe Biden, no ambiente social e político, trabalho com ele há 35 ou 40 anos e ele é agora o candidato e vou votar nele", anunciou Powell, que foi secretário de Estado entre 2001 e 2005 sob o governo do presidente republicano, George W. Bush.
Em entrevista à uma emissora de TV, o ex-diplomata criticou Trump e considerou que "ele não era um presidente muito eficaz", além de "mentir o tempo todo", como quando assumiu o cargo em janeiro de 2017, mentiu sobre o número de pessoas que vieram aplaudi-lo.
"Não votei nele (em 2016). A decisão para 2020, na minha opinião, piorou", afirmou Powell.
As observações de Powell podem influenciar os eleitores independentes, que representam 38% do eleitorado, de acordo com o Pew Research Center.
Trump respondeu imediatamente a Powell no Twitter e lembrou o papel que desempenhou na narrativa de que o Iraque tinha armas de destruição em massa e que a intervenção era necessária.
"Colin Powell, um cara muito duro que foi responsável por nos levar para as desastrosas guerras no Oriente Médio, acaba de anunciar que votará em outro durão, o dorminhoco do Joe Biden. Powell não disse que o Iraque tinha 'armas de destruição em massa'? Eles não os tinham, mas fomos a LA GUERRA! ", Afirmou Trump.
O presidente também considerou Powell, um general de quatro estrelas, "superestimado".
Em 2016, Powell apoiou a indicação da democrata Hillary Diane Rodham Clinton para a Casa Branca, em vez de Trump; e em 2008 e 2012, ele votou em Barack Hussein Obama, presidente entre 2009 e 2017.
Texto: EFE
Fotos: M. Kinnard e Alex Brandon/Reprodução

