A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira neste ano foi ajustada de 6,51% para 6,50%. A estimativa de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) está no boletim Focus, divulgado todas as semanas pelo Banco Central (BC). É a primeira desaceleração na queda em 16 semanas de PIB negativo. Para o próximo ano, a expectativa é um crescimento de 3,50%.
A previsão é que a cotação do dólar permaneça em R$ 5,20 ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,00. As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central ajustaram a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de 1,60% para 1,61%. Para 2021 a estimativa de inflação permanece em 3%.
A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, foi estabelecida em 4% para 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75%.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada. A expectativa para o fim de 2021 é que a taxa básica chegue a 3% ao ano.
Texto: Agências de notícias
Foto: Bay/Reprodução

