Diferentemente dos vírus, que são invisíveis ao olho humano, o inseto barbeiro, é bem visível, entretanto, sorrateiro e difícil de notar a sua presença, está deixando moradores de Salvador, capital da Bahia, preocupados com a infestação deste parasita causador da Doença de Chagas.
O barbeiro pica a vítima para se alimentar de sangue e, no ato, defeca, evacuando o parasita | Foto: MSF/Reprodução
De acordo com as informações de outros órgãos de imprensa, moradores de um condomínio, tiveram que mudar os hábitos, devido a presença do inseto, que causa inchaço, febre e, se não for tratada, pode causar insuficiência cardíaca. Telas nas janelas, revisão diária no interior da moradia e suspender o acesso de crianças ao parquinho do residencial localizado no Jardim Esperança.
De acordo com a bióloga Lucrécia Lopes, que atua no centro de zoonoses de Salvador, a espécie encontrada em alguns bairros da capital baiana, é denominada silvestre, que vive em mata nativa. "O parasita suga o sangue de pequenos animais em regiões da mata. Com os desmatamentos, esses barbeiros acabam migrando para o perímetro urbano, entrando nas residências. Eles não tem capacidade de voar, são levados pelo vento e atraídos pela luz", explica.
Somente em 2019, foram capturados 309 barbeiros em diversos pontos de Salvador. Neste ano, já foram tirados de circulação, cerca de 60 parasitas. Mas os números deste inseto são alarmantes. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, mais de 6 milhões de pessoas estão infectadas com a Doença de Chagas, em todo o planeta, em especial, no continente americano.
A enfermidade foi nomeada em homenagem ao médico e epidemiologista brasileiro Carlos Chagas, que foi o primeiro a descrevê-la em 1908-1909
Foto: Wikimedia Commons/Reprodução
A doença tropical provocada pelo parasita, faz vítimas em diversos países, como Bolívia, Brasil, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e outros 13 países da América Latina, além dos Estados Unidos e Canadá, países da América do Norte. É transmitida aos seres humanos principalmente pelas fezes ou pela urina do inseto.
A bióloga Lucrécia Lopes informa que a população deve acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), quando encontrar o barbeiro, e solicitar uma equipe. A solicitação e demais informações através do telefone 156. Ela destaca ainda, se for constatada a presença do parasita no local, será feito uma varredura no perímetro.
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