Residente na cidade do Rio de Janeiro, a guia turística Rachel Varoto Correa, morreu no dia 21 de março deste ano, de malária, no Quênia, país que fica no Leste da África.

Rachel participava do terceiro mochilão | Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução


A notícia da morte da guia turística veio a tona na segunda-feira (6), após a imprensa revelar os fatos, de que a brasileira, estava em meio de um mochilão pelo continente africano quando ficou doente.

Rachel chegou em Kisumu, terceira maior cidade do Quênia, após ter passado por oito países africanos. Com a sua saúde debilitada, a brasileira foi encaminhada para um hospital público da cidade que tem uma população de 700 mil habitantes.

A brasileira deu entrada na casa de saúde no dia 20 de março, mas só foi internada no dia 21. Médicos e enfermeiros não realizaram nenhum tipo de exame de sangue na paciente. A equipe médica mantinha distância, achando que ela tivesse contraído o COVID-19.

A família de Rachel ciente da situação, com apoio do consulado do Brasil, conseguiu transferir a mulher para um hospital particular, local onde passou por uma bateria de exames, na qual foi diagnosticada com malária. O quadro da doença estava avançado e a guia de turismo veio a óbito na noite de 21 de março.

Uma das fotos feita pela Rachel em Uganda, em 14 de março
Foto: Arquivo pessoal/Reprodução

A irmã de Rachel, informou que ninguém queria chegar perto dela com medo de ser coronavírus. No entanto, segundo o médico africano Félix Pinto, achou curioso o fato da equipe médica do hospital público não terem desconfiado da malária, já que ela é uma doença frequente na região. "Em turistas, ela (doença) costuma ser ainda mais grave, uma vez que eles não estão expostos ao parasita desde cedo, como os africanos."

A família destacou que esse era o terceiro mochilão de Rachel, que já havia passado pelos continentes da Ásia e pela América Latina. Nas redes sociais, um grupo de mochileiros fizeram homenagens dizendo que "a malária levou a Rachel para uma viagem que a gente não vai mais poder acompanhar. E só a levou, porque o hospital que ela procurou atendimento recusou atendimento por medo de ser coronavírus naquela 'mulher turista' no Quênia, recém-chegada de tantos outros países do continentes. A culpa foi da malária, e indiretamente também do coronavírus, mesmo sem sequer ela ter tido contato com ele".

O corpo de Rachel foi cremado e as cinzas devem ser enviadas para o Brasil nos próximos dias.

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