Uma das equipes na fronteira entre Argentina e Brasil | Foto: Especial
A área que deve ganhar reforço é a província de Misiones, no Nordeste, que faz limite com os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no entanto, envolve diretamente a cidade de Santo Antonio, Argentina e também, Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná, e ainda, Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, ambos no lado brasileiro. É um trecho, segundo o ministro do Governo de Misiones, Marcelo Pérez, com mais de 50 quilômetros de extensão de divisa seca.
Para gerenciar o trânsito de pessoas nesta região, ou melhor, coibir, os agentes da Gendarmería Nacional Argentina (GNA), montaram dez postos fixos. O trecho é monitorado 24 horas por dia, porém, Marcelo Pérez afirma que é impossível realizar todos os trabalhos somente com a GNA. Em entrevista a um jornal, o ministro falou que o governador Oscar Herrera Ahuad, aguarda respostas do governo federal, de que enviem equipes das forças federais.
Mesmo que tenha diminuído consideravelmente o tráfego de pessoas, ainda há aqueles que buscam caminhos que fogem dos olhos dos agentes da GNA, para fazer compras de vinhos argentinos e contrabandear cebolas. Com a estiagem, os rios praticamente secaram, facilitando que pessoas de ambos os países, atravessem sem encontrar dificuldades, como é o caso do Rio Pepirí Guazú.
Em meio à pandemia, Pérez informou que até terça-feira (28), três argentinos foram presos por infrações que levaram a casos criminais, além disso, 61 brasileiros foram deportados. Ele disse ainda que a quarentena no Brasil é mais frouxa, que permite abertura de lojas e shoppings, o que permite que pessoas saiam para as ruas e atravessem a fronteira.
Se o governo federal atender o pedido do governador de Misiones, de enviar reforço de forças federais, praticamente pode chegar a zero o tráfego de pessoas no perímetro fronteiriço.
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