Os dados são do site da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, que nesta terça-feira, 14 de abril - Dia Mundial da Doença de Chagas, lançou um site histórico do combate à doença, que acomete 8 milhões de pessoas no mundo, sendo que no Brasil, são mais de 1 milhão.

Clique aqui para conhecer o site: https://www.medicina.ufmg.br/chagas/


No site, os conteúdos de professores da Faculdade de Medicina fazem um resgate histórico desde a primeira paciente, o surto em Bambuí (que deu origem ao Centro de Estudos e Profilaxia da Moléstia de Chagas, base do controle da transmissão vetorial da doença), os trabalhos de combate no Brasil e na América Latina, a criação do Ambulatório de Referência em Doença de Chagas até o cenário atual de casos agudos e crônicos.

A enfermidade descrita por Carlos Chagas, que ficou marcada com seu nome, é endêmica na América Latina continental e vai do sul dos Estados Unidos, até o Chile e Argentina.

O barbeiro infectado pelo protozoário contamina o ser humano ao defecar após picar o indivíduo e alimentar-se de sangue, geralmente à noite. A partir daí, a maior parte das pessoas desenvolve uma forma indeterminada, que não apresenta quadro clínico. Entre 25% e 30% dos infectados desenvolvem cardiopatias, sendo 10% graves.

A negligência associada à doença ainda é uma barreira a ser vencida. O papel da ciência brasileira é, ainda, central para a busca de soluções. “A doença tem décadas de evolução e há o fato de que ela fica obscurecida pela pobreza dos pacientes, pela situação socioeconômica de quem está acometido. Mais uma vez, nesse sentido, o Brasil aparece com uma grande importância”, pontua Antônio Pinho.

Texto: Faculdade de Medicina/Divulgação
Imagem: Faculdade de Medicina/Divulgação