Com a proibição da venda de vinhos, cervejas e de destilados em pelo menos 50 cidades na Argentina, a economia destas localidades está comprometida, assim como as empresas fabricantes das bebidas que podem entrar em colapso.

Proibida a venda de bebidas alcoólicas | Foto: BAE/Reprodução


A Lei Seca governa os municípios de dez províncias argentinas. O argumento é que o consumo de álcool pode provocar a quebra do isolamento social provocado pelo coronavírus e é um fator agravante para a violência doméstica e sexual.

A medida extrema tomada, já chega a uma semana, e está provocando demissões de funcionários e fechamento de alguns bares e lojas do setor, informa a imprensa do país vizinho.

Com a entrada de mais oito cidades, todas da província de Salta, ao Norte da Argentina, que também aderiram a proibição da venda de bebidas, fez o presidente da Corporação Argentina do Vinho (COVIAR), José Alberto Zuccardi, proprietário da vinícola Zuccardi, lançar nota de esclarecimento a população argentina.

"Eles estão exagerando, o vinho é saudável e é classificado como alimento, e o decreto presidencial permite a fabricação e distribuição de alimentos. Os municípios não podem legislar sobre as províncias ou a Nação. Eles abrem a porta para refrigerantes que são xarope de frutose e são negativos para a saúde. Eles têm adoçantes prejudiciais que causam diversos males para a saúde humana", descreve Zuccardi.

Enquanto não há definições sobre o desfecho das bebidas como vinho, cervejas, vodkas, whiskys e outros destilados, José Alberto Zuccardi lamenta que alguns prefeitos e até autoridades policiais descrevam o vinho como bebida alcoólica. "O vinho faz parte do cardápio argentino e que não pode ser removido da mesa", finaliza.

Para Alejandro Berlingieri, diretor executivo da Associação Cerveceros Argentinos, a medida descontrolada dos municípios afetaram drasticamente as empresas de cervejas por todo o território. "Com os setores afetados, isso agrava ainda mais a difícil situação econômica que estamos enfrentando. Desde que a pandemia começou, as vendas caíram 25%", pontua.

Estabelecimentos comerciais fixaram cartazes informando que bebidas alcoólicas não estão sendo comercializadas, devido aos decretos impostos pelos prefeitos e de outras autoridades locais.

........