Além de todas as dificuldades enfrentadas, como violência, doenças e falta de água, os moradores das periferias de Maputo, capital e maior cidade de Moçambique, país localizado no Sudeste do continente africano, enfrentam dificuldades na prevenção do novo coronavírus, o COVID-19.
Extrema dificuldade enfrentada por moradores em Xipamanine
Foto: Isabel Manhiça/Reprodução
De acordo com as informações da imprensa de Maputo, diversas pessoas estão na linha de fogo do vírus. Um dos pontos periféricos populoso da capital moçambicana é Xipamanine, local considerando um condomínio de inúmeras casas, uma colocada na outra, e pior, os moradores, em situação extrema, partilham de tudo, desde o sanitário, varal de roupa e as torneiras com o pouco da água que jorra.
No local, além de crianças e adolescentes, também reside pessoas idosas, consideradas pela Organização Mundial da Saúde, como grupo de risco.
Em outra periferia, no bairro Mafala, todos os moradores estão cientes do que se trata o coronavírus. Criaram algumas regras, entre elas, cada família fica incumbida de fazer a limpeza do banheiro, que também é utilizado por todos. Além disso, na entrada, água, sabão e cinza estão disponíveis para higienização.
Os ambientes onde residem são pequenos, mas mesmo assim, chega comportar de oito a dez pessoas, entre esposa, marido, filhos e algum outro membro da família, todos confinados.
O maior problema são as crianças, que segundo uma das moradoras, não conseguem ficar dentro de casa. Elas passam o maior tempo na rua, expostos ao ar livre, uma combinação mortal.
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