O uso de genes no tratamento de doenças, a terapia genética, é uma técnica cada vez mais empregada no mundo. Um estudo internacional feito com a participação do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, a partir de centenas de artigos científicos, ensaios clínicos e patentes, revela as principais tendências das pesquisas sobre terapia genética.

O trabalho buscou explorar as terapias genéticas


O trabalho revela que a maneira mais utilizada para introduzir genes nas células doentes é por meio de vírus modificados, conhecidos como vetores virais. No entanto, para aumentar a segurança dos tratamentos, pesquisadores do CTC e de outras instituições pesquisem o uso de vetores não virais, moléculas que não se integram ao genoma das células, impedindo alterações nocivas ao organismo.

Os resultados do estudo são descritos em artigo publicado na revista científica Nature Biotechnology. Terapia gênica ou genética é a inserção de genes (ou fragmentos de DNA) nas células e tecidos de uma pessoa para o tratamento de uma doença.

"Em pessoas que tem um gene defeituoso ou não tem um determinado gene, essa terapia pode ser usada para introduzir um gene funcional", afirma Virginia Picanço e Castro, pesquisadora do CTC, uma das autoras do artigo. "Um exemplo é a terapia com células T-CAR, desenvolvida recentemente no País, na qual gene sintético é inserido nas células de defesa do sangue (linfócitos), que ganham a capacidade de identificar células tumorais", finaliza a pesquisadora.

O trabalho buscou explorar as terapias genéticas em desenvolvimento, projetar um panorama desse setor.

Texto: Júlio Bernardes/Jornal da USP
Foto: CTC-USP/Divulgação
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