O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na quinta-feira (16) que Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência (SECOM), permanecerá no cargo após a revelação de que ele possui uma empresa que recebe dinheiro de contratadas do governo.
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"Se foi ilegal, a gente vê lá na frente. Mas, pelo que vi ate agora, está tudo legal, vai continuar. Excelente profissional", disse o presidente ao sair do Palácio da Alvorada.
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Na quarta-feira (15), a Folha de S. Paulo revelou que o Wajngarten recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras televisivas e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. A SECOM é a responsável pela distribuição da verba de propaganda do Planalto e também por ditar as regras para as contas dos demais órgãos federais. No ano passado, gastou R$ 197 milhões em campanha.
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Wajngarten assumiu o comando da pasta em abril de 2019. Desde então, se mantém como principal sócio da FW Comunicação e marketing, que oferece ao mercado um serviço conhecido como Controle da Concorrência. O secretário tem 95% das cotas da FW, que tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record, cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo.
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A legislação vigente proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões.
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Texto: Agências de notícias/Divulgação
Foto: Agência Senado/Divulgação Cidades RS
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